Diário de um Capixaba Estive em Belo Horizonte nesse feriado.
Andei pela cidade e pude ver, ao vivo, o tamanho do bairrismo do povo local.
Tudo era "alguma coisa Minas" ou "alguma coisa BH".
O Uai e o Sô eram carregados, mas mesmo assim, eles falavam sem nenhum tipo de vergonha. E realmente não era pra ter.
No futebol, só Atlético e Cruzeiro têm vez lá. E ai de quem aparecer com camisa de time de fora. Será "excluído" sem dó nem piedade.
O pão de queijo, a Savassi, a Pampulha e o Mineirão. Itens sagrados para um povo que veste a camisa da cidade, do Estado.
Mas ao voltar de BH, me deparei com uma cidade onde se critica quem usa camisa de times locais.
Uma cidade onde se faz uma verdadeira cobertura, com a inauguração de 1 ponte com menos de 1 KM.
Uma cidade onde as pessoas tem vergonha de "pocar" a bola e de sentir "gastura".
Na verdade, ao entrar no perímetro do Espírito Santo, me orgulhei de ter conhecido um lugar bacana, bonito, com pessoas interessantes, que dão valor as suas coisas, mesmo quando elas não são as maiores do mundo.
No Espírito Santo, tudo é o contrário. Quem é Grená, é humilhado pelos rubro-negros. Quem é capa-preta, é ferido pelos vascaínos, quem é alvi-anil, é surrado pelo tricolor carioca, mesmo indo mal das pernas.
Aqui, a valorização pelo de fora é forte, intenso e parece um caminho sem volta.
Na verdade, eu me senti mais em casa quando estive em BH do que em Vitória.
Aqui as pessoas não dizem obrigado, nem bom dia, nem boa noite. Culpar a violência por tal distância entre as pessoas é tapar o sol com a peneira.
O Capixaba é frio, é amante das coisas cariocas e sonha um dia em deixar de ser o primo pobre da região sudeste. Mas ele mesmo se esquece que somos uma das maiores economias do Brasil, que Vitória sempre esteve entre as melhores capitais em qualidade de vida, que o pocar é tão engraçado quanto o sô dos mineiros.
A verdade é que ao voltar por aquela estrada, lamentei profundamente o fim do feriado. Não porque tinha que voltar ao trabalho, mas porque tinha que voltar ao Espírito Santo. Temos muito a aprender. Mas ainda assim, o povo daqui acha que é o professor da cultura, da diversão, da diversidade de opções.
Agora preciso ir. Vou ao Shopping Vitória. Fatalmente encontrarei alguns amigos por lá.
Teatro, Estádio, Ginásio, aquele espetáculo? Ah, esquece. Nada mais capixaba que uma volta completa pelos 2 andares do Shopping Vitória. E se der, ainda tem o inédito circo ao lado do mesmo.
Ah, que saudade daquele pão de queijo, sô.
Escrito por Zé às 00h01
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Tem gente que nunca aprende O Álvares decidiu ontem que vai jogar a Liga de Vôlei. Depois de semanas de indecisão, fez essa escolha e com recursos, mais uma vez, limitados, vai focar na prata da casa com 1 ou outro reforço de fora. Mas, que prata da casa? Nosso estadual é fraco. Enquanto o Paulistão já começou com Giba e cia. o Álvares começa a montar o time com pratas da casa em um estado onde não existe casa, onde o estadual é bem fraco. O Álvares vai ser novamente, um mero coadjuvante pelo terceiro (ou quarto?) ano seguido. Os anos passam e ele não aprende. Comete os mesmos erros administrativos e de busca de receita. A única alegria que o Álvares dará, vai ser pros adversários, que certamente, já saberão que os pontos pela vitória, serão certos contra a equipe capixaba. Com ou sem Giba.
Escrito por Zé às 22h09
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A prévia da humilhação A Copa ES conseguiu a proeza de piorar.
A competição, provavelmente, será disputada por apenas 6 times.
Será fraca e sem atrativo, mais uma vez.
Essa debandada se explica.
Além de estádios vazios e ser um torneio "não oficial" pela CBF, o campeão vai pra Copa do Brasil.
Mas aí vem a pergunta: "Mas a CDB é um grande torneio e de nível nacional. O time pode aparecer pro Brasil todo" Concordo, mas assim como faz nos últimos anos (e sempre) os times capixabas saem na primeira fase, se não de forma humilhante, de forma dolorosa.
Os times daqui já se humilham no cenário estadual, não precisam levar suas fraquezas a nível nacional.
Por isso que a Copa ES terá somente 6 times. E desses 6, um representará as cores rosa, branca e azul na CDB.
E infelizmente será vergonhoso outra vez.
Escrito por Zé às 13h00
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O Acre da região sudeste Durante anos e até hoje, muitos brincam com o Acre. Por ser um estado pequeno e sem um grande desenvolvimento, fazendo parte da quase esqeucida região norte, principalmente no âmbito do futebol, o Acre era motivo de gozação. Passado algum tempo, o futebol capixaba que já não era uma brastemp, conseguiu cair de produção.
Hoje, fazemos parte da série D (isso porque somos "obrigados" a jogar) e fatalmente seremos eliminados ainda na primeira fase.
Enquanto isso, até o momento desse texto, o Rio Branco (o do Acre) está há uma vitória de se classificar pra segunda fase da série C, o que o coloca como um dos possíveis ao acesso à segundona nacional. A chance de termos o Acre na segunda e o Espírito Santo na quarta é real. Nosso futebol conseguiu perder para aquele lugar que antes zombávamos.
O Espírito Santo nada mais é que o Acre da região sudeste.
Escrito por Zé às 15h30
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Os treinadores de futebol do Espírito Santo são medíocres. Contamos no dedo, dentro de um universo de 50, quantos são realmente bons e quantos realmente entendem do futebol.
A maioria, em suas entrevistas, sempre dizem: "vamos jogar com inteligência..." ou "temos que impor nosso ritmo". Sempre o mesmo clichê padrão de todos, não acrescentando nada na informação e demonstrando uma limitação extrema de táticas e jogadas especiais. É óbvio que o time tem que jogar com inteligência e impor o ritmo. Imagine se fosse ao contrário, né?
Os treinadores daqui, quando saem, retornam rapidamente. E, diferente do que eles falam: "voltei porque aqui é meu lugar" eles voltam porque são ruin, estão abaixo da média nacional e não se reciclam, não se investem.
E é por isso que vão sempre ficar por aqui, sem expectativa. Vão continuar jogando com inteligência e impondo seu ritmo medíocre, de uma classe que parou no tempo. Uma classe que acompanhou realmente o desenvolvimento do futebol capixaba, ou seja, nenhum.
Escrito por Zé às 13h15
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Mais do mesmo. Alguns torcedores lamentaram a derrota em casa do Rio Branco, para o modesto Macaé, pela segunda rodada da SÉRIE D (leram? SÉRIE D) do Brasileiro. Queria entender o porquê da lamentação. Qual o motivo da tristeza. Ora, o Rio Branco, nesse torneio, é o futebol capixaba, sendo assim, é medíocre por natureza. O time pode até ser "bom", mas bom, aqui, nunca é suficiente.
O quase precoce adeus do time capa preta, mesmo na série D e mesmo ainda na segunda rodada, nada mais é que o puro reflexo do nosso futebol. Derrotas, maus resultados, imprensa debochando, falta de expectativa e nada de classificação, nada de evolução.
Conseguimos a proeza de estar na Série D. E pior, a proeza de sermos um dos piores nessa competição.
Escrito por Zé às 21h06
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Reflexo da nossa cultura. Há alguns poucos anos, o jornal A Tribuna foi confirmado como o "maior" jornal do Espírito Santo. Isso, em número de vendas e leitores. Por incrível que pareça, essa liderança já vem se arrastando ao longo dos últimos anos. Uma liderança sem medo do segundo lugar. Absoluta, maravilhosa, única...
Quando eu recebi essa notícia na época, me assustei. Além do susto, fiquei triste. E muito triste. Eu conheço o povo capixaba e dele, tenho uma opinião bem dura: é um povo sem identidade, sem cultura. Um povo que não valoriza as coisas "da terra", um povo que prefere ir ao "Maraca" pagar R$300, do que pagar R$15 por uma bela peça de teatro.
A relação que vejo do povo com os seus dois principais jornais (A Tribuna e A Gazeta) é direta e reflete justamente meu pensamento com o mesmo.
O jornal A Tribuna é o mais vendido e mais lido por 2 únicos motivos: facilidade na leitura (formato tablóide) e seu valor (mais barato que A Gazeta). E não me venham aqui dizer que não é, que é sim. Facilidade e bom preço todo mundo quer e merece. Até eu. Mas quando você faz a leitura de um jornal, você quer (ou pelo menos deveria) buscar qualidade, imparcialidade, informação, variedade, entre outros itens obrigatórios num veículo de comunicação tão poderoso. O jornal A Tribuna é fraco. Seus títulos sensacionalistas são mais que defasados. Sua analogias tão terríveis e seu senso de humor é pra lá de sem graça. A valorização que se faz do esporte de outros estados (leia-se Rio de Janeiro) chega a ser patético. Mas, o povo capixaba, ainda sim, gosta.
E quando eu esculaxo (Sic) os leitores de a Tribuna e seu jornal, não significa que eu acho que a Gazeta seja o melhor do mundo não. Mas, quando eu vejo na banca, os dois jornais, lado a lado, chego a ter pena da Gazeta. Tanto trabalho, noites viradas, busca intensa de furo de reportagem, para quê? Para a boa leitura da elite capixaba. E olha que mesmo assim, muitos ainda preferem a Tribuna, por ser mais fácil de ler. Eu acho que a Gazeta não merece o povo para quem ela "escreve". Culturalmente estamos defasados em relação à outros centros. Cultura aqui? Me peça outra coisa mais fácil. Ainda somos vistos como o primo pobre da região Sudeste, mesmo sabendo que temos a melhor economia do Brasil e Vitória com alta qualidade de vida. Nosso povo necessita rever melhor sua história. É preciso reciclar. É preciso inserir o dia a dia os valores locais.
Vamos parar com essa coisa pequena e simples de que a cultura capixaba é "comer moqueca ouvindo congo". Isso mê dá arrepios. Somos e podemos ser mais que isso. Podemos um dia, quem sabe, entender que ter identidade é ser Paulista, que trabalha como loucos, mas falam "mano" com orgulho. É ser Carioca, falar "coé brother" e mesmo assim se sentir orgulhoso. É falar "Uai sô" como um bom Mineiro.
Vamos falar "pocar" com peito aberto. Vamos ouvir nossas músicas. Vamos torcer pra Desportiva (tá, eu confesso, levei pro lado pessoal). Vamos amar nossas praias. Vamos esquecer Copacaba no Reveilon. Por que será que o Festival do Dia D foi um fracasso? Porque o Capixaba não tem identidade, simples assim. É exigir muito que nosso povo ame nossa música de uma hora pra outra.
Um povo que quer ser visto como bairrista, culto, atrativo, informado, não pode comprar um jornal para sua leitura só porque o mesmo é mais barato e fácil de ler. Isso é nivelar por baixo.
Torço muito para que um dia, possamos ser capixabas de verdade, não só por localidade de nascimento. Enquanto esse dia não chega, continuaremos a torcer pros times de fora, continuaremos a admirar políticos de outros estados, continuaremos com a valorização da beleza de outras cidades, estados.
Enquanto esse dia não chega, continuaremos a ler a Tribuna.
Escrito por Zé às 19h33
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Estava escrito... O Saldanha da Gama entrou na Liga Feminina de Vôlei. Com um baixo investimento e com meninas com quase nenhum experiência, mais uma vez, um clube capixaba acha que só com "boa vontade" e "força" as coisas podem acontecer.
Não me recordo o placar, mas o Saldanha não conseguiu fazer em nenhum dos 3 sets, mais que 10 pontos. O jogo, contra o time do São Bernardo, ao todo durou 59 minutos.
Quando passava matérias na TV dos treinamentos do time, se via claramente a falta de técnica das meninas, a má força física e a falta de experiência. Chega a ser desleal com elas, ter sua experiência pioneira uma Liga ( a "segunda divisão" da Super Liga). O São Bernardo não fez nenhum esforço para vencer e o Saldanha se esforçou muito para fazer 7, 9 pontos por set.
A ideia de entrar em torneio desse nível é louvável, mas se é pra se fazer papéis como esse, aí é melhor ficar em casa.
Escrito por Zé às 13h26
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Nada mais que isso. Quando o Saldanha da Gama e o CETAF (Centro de Treinamento Arremessando para o Futuro) entraram para a elite do Basquete Nacional (na Nossa Liga de Basquete, idealizada por Oscar) o Espírito Santo entrou em transe. A mídia local, assim como eu, ficou extremamente feliz com essa conquista. Afinal, no meio dos grandes, lá estariam 2 times "pequenos" do pequeno Espírito Santo, berço da moqueca capixaba, mas na ausência de um esporte forte em relação ao cenário nacional. O primeiro passo foi dado.
Na Nossa Liga, com campanhas bem próximas, Saldanha da Gama e Cetaf travaram duelos épicos, criando uma nova rivalidade, chegando até a lembrar os bons tempos de Saldanha x Álvares. O Saldanha foi bem, mas o Cetaf foi um pouco melhor. No ano seguinte, no torneio da CBB, os dois times, teoricamente estariam mais fortes. E fortes eram seus patrocinios. O Saldanha foi muito bem é verdade, mas poderia ter sido melhor. O Cetaf, dentro de suas limitações também foi bem. Nesse ano, os clubes organizaram a Liga Nacional de Basquete e criaram o NBB - Novo Basquete Brasil - onde, mais uma vez, contaram com a presença dos capixabas. O Saldanha foi terrível em todos os aspectos. Dentro de quadra um time desorganizado, com medo do adversário e ciente de sua fraqueza. O Cetaf, que foi um pouco melhor, em nenhum momento chegou a esboçar, de fato, um lugar no paraído (G4). Aliado ao Nacional, Saldanha e Cetaf travaram uma batalha também nos tribunais, em relação ao estadual. E, após aproximadamente 1 mês e 15 dias, após batalhas e lutas nos tribunais, os times se enfrentariam em 3 acirradas partidas, sendo o vencedor, o clube do Forte São João. O Saldanha é tetra e o Cetaf perdeu mais uma vez. Mas, mesmo no cenário nacional, mesmo já com um certo respeito, Saldanha e Cetaf continuam pecando pelo amadorismo. Ninguém nasce sabendo de gestão, de economia, de ações de Marketing, de organização, mas se em 3 anos na elite, esses clubes nada aprenderam, aí já não é culpa da falta de conhecimento.
O estacionamento do Saldanha continua sendo feio, de dificil acesso, sujo e sem divisão de estacionamento. Serviço de Bar não existe. O piso é pra lá de ultrapassado e o teto...ai meu Deus, que não chova forte. Aliás, que não chova. O Cetaf me parece ser mais organizado. Tem uma sede que, mesmo longe, bem organizada. Tem uma loja que vende seus produtos, mas não tem um ginásio. Obviamente o Fernando Grijó é para treinos somente. E mesmo assim, com dimensões bem menores. O clube tem alto ivnestimento e patrocinadores fortes, mas parece que está estagnado na mesma posição. Sua marca está arranhada por causa de seu Dono-Treinador. O excesso de lamúria nos jogos tranforma o Cetaf num clube de choro, de tristeza, onde aprece que todos estão contra eles. É preciso mais que isso para fazer seu clube ter torcida, como o Saldanha por exemplo. Um bom comportamento também é sinal de profissionalismo. Saldanha e Cetaf estão na elite do Basquete há 3 anos. Tempo suficiente para se analisar as falhas e a partir daí, corrigi-las em prol de suas próprias marcas. Quando foram convidados a participar da Nossa Liga e entrar de vez no topo do Basquete, Saldanha e Cetaf não ganharam apenas a chance de jogar contra times grandes, mas também a chance de se profissionalizarem e serem fortes, valorizando suas marcas e tendo uma visão, além de profissional, empresarial e com planejamento suficiente para ser auto-suficiente querendo sempre crescer mais em resultados.
Ao meu ver, são 3 anos errando. Daqui há alguns poucos meses, o NBB segunda edição vai começar. E que o Saldanha e Cetaf não busquem receitas e não façam ações somente para "fazer um bonito papel dentro de quadra". Queremos algo mais. Não precisa de títulos nem de conquistas maravilhosas. Se eu puder estacionar meu carro e não ter uma goteira na minha cabeça, já é um bom começo.
Escrito por Zé às 17h36
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Sem alma Os mesmos dirigentes que criticam o presidente da Federação de Futebol, Marcus Vicente, são os mesmos que o reelegem e os mesmos que provam a cada dia que suas palavras e promessas valem menos que o futebol capixaba. A Copa ES é prova disso. Antes, o "expressivo" Gel, o Linhares e o Serra, através de seus mandatários, batiam o pé e juravam não participar do torneio, que iriam criar uma Liga, que iriam fazer a acontecer e isso e aquilo. Um, dois dias depois dessas falsas promessas, eis que um acordo (ou tentativa) é feito e tais clubes estão na Copa (sabe-se lá a troco de quê) e mais uma vez ignoram suas promessas e dignidade.
Os dirigentes dos clubes Capixabas são amadores. Fracos, não entendem de gestão empresarial, fato importantíssimo hoje no futebol, que é cada vez mais negócio. Além de fracos, não se reciclam, são ignorantes e demais assuntos e o pior de tudo, não tem honra. Honra de permanecer com sua palavra. Voltam atrás em minutos, fazendo o torcedor de besta e fazendo que sua falta de ética seja exposta a todos que acompanham o futebol local.
Os dirigentes locais não têm alma. Pois elas já foram vendidas há tempos pra Federação.
Escrito por Zé às 13h19
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A culpa é de todos
O Espírito Santo só vai ser forte esportivamente quando tiver um povo com identidade com seu estado. Um povo que tenha orgulho em falar "pocar" ao invés de imitar gírias de outros lugares. Quando o povo preferir Camburi à Ipanema, quando conhecer mais de Paulo Hartung, quando saber que o Rio Branco vendeu seu estádio, quando saber que o Teatro Carlos Gomes é um dos mais belos do Brasil, que as entradas das Igrejas Evangélicas aos Teatros/Cinemas do centro se devem à falência dos mesmos.
Essa falta de bairrismo que é visivel e diária em nosso estado me entristece. Vitória é linda e é o sonho de muitos brasileiros. Mas não os brasileiros do Espírito Santo. O Espírito Santo é belo, tem cidades fantásticas, mas parece que poucos aqui sabem disso. Poucos têm o interesse em valorizar o frio e o aconchego de Domingos Martins, a tão conturbada Cachoeiro, a princesinha do norte, Colatina. Os encantos da Praia da Costa, enfim. Cada canto desse lugar uma história, uma qualidade, que preferimos ignorar sutilmente e nos remeter ao Rio, Minas, Bahia, etc.. O Espírito Santense é pobre em cultura. Não dá valor as coisas locais. E não é só ao futebol não. O futebol ainda tem a prerrogativa que é um lixo para defender a ausência de mais apoio popular. Mas, será que tudo é um lixo? A música local? O cinema? As danças típicas? Cadê nosso orgulho? Cadê o povo mais junto do dia-a-dia local? Passeata para aumento de salário tem, mas para ir contra alguns jornais pelo excesso de "carioquês" não tem. Passeada para anunciar greve tem, mas para pedir mais teatro não.
A culpa é de todos. Do povo que é omisso e aceita que o Estado seja rotulado de quintal de "qualquer outro estado, principalmente Rio de Janeiro", da mídia que ajuda a aumentar essa valorização do próxima e não a nossa, do Governo que não faz nenhum tipo de campanha para a volta do "Capixabismo". Enfim, todos são culpados por essa falta de identidade. E enquanto for assim, todo evento esportivo no Estado terá a presença de camisas dos mais variados clubes pelo Brasil. Flamengo, Vasco, Corinthians, Atlético, Cruzeiro, aos montes. Rio Branco, Desportiva e Vitória? Ah não, aí já é querer demais.
Escrito por Zé às 09h02
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Agonia Grená Desde 1999 que a Desportiva Ferroviária passou a se chamar Desportiva Capixaba. Quando o atual e sempre presidente Marcelo Villa Forte assumiu o clube, quase toda a imprensa e quase toda a torcida acreditou que tudo seria maravilhoso. Estádio moderno, time rico, série A era questão de tempo e assim, se formaram muitos sonhos. O tempo passou e nenhum desses foram realizados. Muito pelo contrário, a vida do torcedor Grená virou um pesadelo sem fim. Não bastasse o tri rebaixamento do Nacional (99/00/01) e que pese que em 00 não tinha rebaixamento, a Desportiva conseguiu a proeza de também ser rebaixada no estadual. Não bastasse isso, ela conseguiu a proeza de fechar as postar. Depois disso outro pesadelo. Do campo oficial, a campos de Futebol Socyte. Não bastasse isso, após voltar (na série B, claro) ao futebol profissional, ela não conseguiu subir pra tão forte série A do estadual. Depois que ela subiu, cheio de "pompa" como se tivesse feito um favor a sua torcida, anunciou Sávio, como grande estratégia de Marketing. Dentro de campo ele foi bem, mas o time, outro fiasco. Nesse ano a mesma coisa. Um time mediano que fez um campanha irregular, magoando mais ainda a já sofrida torcida Grená. A torcida Grená sempre foi paciente. Eu até acho que até demais. Nesse ano, ela organizou o "Movimento Desportiva Viva", movimento que busca informações junto à Ferroviária para tentar de alguma forma, desfazer a sociedade com a Capixaba. As coisas são lentas, pois a justiça é lenta e a Ferroviária me parece seguir o mesmo caminho. Ao meu ver, a torcida Grená acordou tarde. São 10 anos de tristeza e apenas 1 título expressivo conquistado (Estadual 2000) e um mediano, a Copa ES. Fora isso, só promessas e decepções, lideradas pelo presidente Marcelo Villa Forte, que nesse ano, prometeu que a ausência do clube na COPA ES seria por causa de uma super reforma no estádio. Balela !. O tempo passa e nada acontece. Não é só a torcida Grená que sofre com a ausência e a melancolia da Tiva. O futebol Capixaba também perde, pois trata-se de um dos, se não o maior, clube de futebol do Espírito Santo. A torcida da Desportiva acordou. Um pouco tarde, é verdade, mas acordou. Só espero que não faça como fez o clube: descanse num sono profundo, como faz há 10 anos.
Escrito por Zé às 16h53
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Era melhor nem ter entrado Triste a situação do Álvares Cabral. Seja no Vôlei Masculino, como na Liga Futsal, a equipe Cabralista só acumula fracassos. Alguns da crônica esportiva até publicaram que "O Vôlei do Álvares foi bem na última temporada, já que teve chances de se classificar até o final". Esse pensamento provinciano que incomoda. Essa vontade de ser sempre o "primo pobre" que me desanima em alguns momentos.
Desde o início do projeto do Álvares, sendo incluso na Liga de Futsal e de Vôlei, que o mesmo não conseguiu alcançar boas marcar. No Vôlei não se sabe se vai continuar. Alega-se falta de dinheiro. Parece que a Água Ingá não pagou tudo que teria que pagar, enfim. A verdade é que os resultados foram ruins. É verdade que chegamos a jogar de igual pra igual contra grandes times do Brasil. O problema foi enaltecer isso, colocar como um grande mérito. Ora bolas, não interessa se jogador de igual pra igual, o que interesse no esporte é resultado. E em grande parte desses jogos, o Álvares perdeu e isso é o que deve ser analisado. No Futsal outra grande vergonha. No ano de estreia o último lugar, sem nenhuma vitória. E novamente algo me aborreceu: a desculpa por ser ano de estreia. Ah, só pode ser brincadeira. Se faz um projeto grande, num clube grande, se investe muito e o último lugar é compreendido por ser ano de estreia? Provincia ! Depois no outro ano uma sutil melhora. Uma ou outra vitória aqui e a comemoração da mídia local: "O Álvares melhora sua participação na Liga e quase se classifica". Piada né? Como é Álvares poderia piorar, se foi último colocado na sua última pariticpação? E o quase se classifica também foi ótimo. Pelo que me lembro, acho que de 18 times, se classificam 12. Ou seja, quase todos. E o Álvares ainda conseguiu QUASE se classificar. Ao entrar em torneio desse porte, os clubes Capixaba têm que entender que não basta ter grana nem vontade. Tem que ter um planejamento já tempos. Uma estrutura organizacional. Montar uma diretoria, fazer um cronograma, contratar jogadores que abraçam a causa, mesclar juventude com experiência, fazer um projeto longo e não apenas visando um ano.
Que foi uma grande conquista participar das Ligas (Futsal e Vôlei) isso eu tenho que admitir e bater palmas. Eu bato palma pra atitude do Álvares, mas para seus times, bem, aí eu já não consigo.
Escrito por Zé às 12h15
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E ainda querem a Copa aqui Depois de muito esforço e de muito tempo, um jogo de futebol local foi transmitido para todo o Estado. São Mateus e Rio Branco jogavam no estádio do Sernamby e eram contemplados com milhares de olhares pelo Espírito Santo afora, que, em sua maioria, queriam ver o nível do tão criticado futebol local. Quem sabe, um bom espetáculo, pudesse fazer algumas opiniões serem mudadas ou pelo menos, inserir uma nova chance ao povo daqui, que já desistiu do futebol faz tempo. Particularmente acheo o nível técnico bem fraco. Muitos chutões, entradas duras, nenhuma jogada mais ensaiada e faltas batidas com imenso mal cuidado. Mas tudo bem, o estádio estava lotado, o clima era de guerra e dali, sairia o campeão estadual de 2009. Sairia. Ao olhar direito a TV do meu quarto, vi que de um clima de guerra, passei a observar uma briga generalizada. Socos, tapas, ameaças, polícia e ânimos pra lá de exaltados. Achei que era só um momento de crise, mas não. O ato ocorreu durante muitos e intermináveis minutos. Tinha até jogador tirando a camisa para brigar, como verdadeiros atletas...de boxe. A polícia fez a parte dela. Demorou a entrar em campo. A torcida local idem. Tratou de jogar garrafas dentro de campo. Enquanto jogadores estavam sendo expulsos, o futebol local perdia mais uma vez. Mais uma, porque nos últimos anos só tivemos derrotas. Dentro e fora de campo. Presidente da Federação que é criticado, mas sempre reeleito. "Estádios" liberados para depois ter problemas. Bons jogadores saindo. Média de público cada vez menor. E, quando finalmente, o futebol local consegue que a maior emissora de TV do Estado transmita um jogo ao vivo, ele faz esse papelão. E por incrível que pareça, hoje, semanas e semanas depois, temos o São Mateus campeão, mas como ainda o Rio Branco vai entrar com recurso (não acredito que ganhe) é correto dizer que não temos um campeão definido. O futebol local já foi "bom" uma época, mas hoje é fracassado, rídiculo e pobre. Não tem nada a oferecer. O espetáculo é de baixo nível. Os estádios não existem e quando existem, são precários. A TV não mostra. E quando mostra, é recebida a socos e pontapés por "jogadores profissionais".
Pior que isso, é ler que o Espírito Santo, através de políticos, chegou a sinalizar o interesse em ser uma sede da Copa do Mundo. Não, sou totalmente contra. Não que, para ser sede a gente precise estar na elite do futebol, claro que não. Mas, para ser sede, a gente precisa primeiro conhecer um pouco do futebol da nossa terra, do nosso lugar, da "nossa sede". Precisamos ter o mínimo de bairrismo com o futebol local. E esse dia está longe, muito longe. Se numa simples final de um estadual falido, a gente dá essa vergonha para todos, imagine o que pode acontecer numa Copa do Mundo. Mas, "por incríivel que pareça", não fomos escolhidos. Nada mais natural.
Escrito por Zé às 00h18
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